Nostalgia

De todas as questões existenciais, talvez uma das que possam ser mais recorrentes seja a da distância.
Muitas vezes deparamo-nos com essa mesma pergunta vezes e vezes sem conta, como um círculo vicioso, por vezes em vão e incansavelmente, tentamos explicar o verdadeiro sentido dessa palavra.
Uns dizem ser dizem que é fundamental para demonstrar o quão as pessoas gostam uma das outras, outros dizem que ela é a prova que houve um dia em que duas pessoas estiveram juntas e que serve pra testar a vontade das pessoas se reaverem.
Mas será a distância assim tão bela quanto dizem ela ser? Será ela um verdadeiro teste? Uma prova de algo bom? Algo mau?
A verdade é que a distância não tem braços, mas aperta, não é uma faca mas corta, não é fogo, mas queima, não nos bate, mas magoa, faz-nos delirar e ficar por longos segundos, minutos, horas a imaginar como seria se aquela pessoa estivesse connosco, o quão bom seria se estivéssemos perto de quem gostamos, de poder olhar-lhe nos olhos, de poder apreciar o seu sorriso ao vivo e a cores, de tremer e suar, de ficar de coração na boca com a presença da pessoa.
Ter quem gostamos por perto, é algo que o dinheiro não compra, algo que o tempo não perdoa, e a sorte pode ou não interferir.
Estar perto de quem gostamos não se descreve por meras palavras, não se descreve por ocasiões nem por etapas, tudo isso tem o seu valor nas coisas mais simples, é nos pequenos detalhes que encontramos o verdadeiro valor de termos quem gostamos ao nosso lado, desde o beijo de bom dia, a troca de olhares e sorrisos, o pequeno-almoço na cama, os almoços e jantares a dois, os passeios, as conversas, as parvoíces e brincadeiras juntos, os abraços reconfortantes, as lágrimas de alegria...
Toda a saudade começa com um último beijo, um último abraço, uma última troca de carinho, uma última troca de olhares, que se intensifica com o pensamento e a nostalgia, ficando o desejo de voltar, a vontade de repetir cada momento vivido.

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