Sentir é fácil, o difícil é verbalizar esses sentimentos, porque o demonstrar não é o suficiente, porque o verbalizar só por si também não , isto é, tanto o demonstrar como o falar são complementares, embora de uma certa forma se possa separar estes dois, por outro lado é fundamental que se integre os mesmos.
Num mundo actual e real, como o único ser racional mas não o único emocional, todos reagimos de uma forma positiva ou negativa com determinadas conjunturas, pelas melhores, pelas piores razões temos sempre uma resposta, ainda que não exteriorizada, chamamos-lhes de emoções.
Num mundo actual e real, como o único ser racional mas não o único emocional, todos reagimos de uma forma positiva ou negativa com determinadas conjunturas, pelas melhores, pelas piores razões temos sempre uma resposta, ainda que não exteriorizada, chamamos-lhes de emoções.
E isso leva a uma questão: o que leva as pessoas a não manifestar os seus pensamentos ou de uma certa maneira, os seus sentimentos?
Penso que o problema não esteja no sentir ou no ter uma opinião formada, até porque não tem nada de errado nisso, muito pelo contrário, quando pensamos/sentimos algo, significa que não andamos cá por andarem os outros, tendo uma visão e sentimentos próprios apenas nos diferencia de muitos outros, que acabam por ter também uma avaliação, uma crítica do que nos rodeia ou sobre quem nos rodeia.
Penso que o problema não esteja no sentir ou no ter uma opinião formada, até porque não tem nada de errado nisso, muito pelo contrário, quando pensamos/sentimos algo, significa que não andamos cá por andarem os outros, tendo uma visão e sentimentos próprios apenas nos diferencia de muitos outros, que acabam por ter também uma avaliação, uma crítica do que nos rodeia ou sobre quem nos rodeia.
Mas afinal o que leva as pessoas a não se exprimirem?
As pessoas ao manifestarem o que sentem estão a sujeitar-se a uma oposição ou a um apoio, e por isso mesmo, influencia as pessoas a serem mais reservadas talvez por medo da reacção que isso pode desencadear, isto é, as pessoas começam a ter receio de se exprimir, simplesmente porque temem a resposta.
Na verdade nós sabemos que precisamos de nos expressar, mas na maioria das vezes somos extremistas, ou demonstramos ser sentimentais demais ou frios demais.
Na verdade nós sabemos que precisamos de nos expressar, mas na maioria das vezes somos extremistas, ou demonstramos ser sentimentais demais ou frios demais.
Por ventura, quando libertamos esse nosso lado “mais sentimental” ficamos de uma certa forma frustrados e mal humorados. Tudo isso pelo simples facto de estarmos a demonstrar mais sentimentos do que define como “certo” a nossa vã filosofia, ou pleo simples facto de não conseguir os expressar.
Isto vai ao encontro do que se chama “medo de expressar”...
Isto vai ao encontro do que se chama “medo de expressar”...
Por vezes o medo de fracassar paralisa-nos na nossa trilha, até mesmo antes de iniciarmos a corrida. O medo de falhar normalmente impede-nos de colocarmos todo o nosso esforço numa situação. O medo impede e evita que possamos viver a nossa vida em todo o seu esplendor. O fracasso é uma opção mas o medo não.
Por isso, por vezes damos conta que é tarde demais, damos por nós a pensar que se calhar gostaríamos ou deveríamos mesmo ter dito um “gosto de ti”, ou porque a pessoa já não faz parte das nossas vidas, ou porque já não está mais entre nós, e o fruto desse medo, colhe-se automaticamente nesse instante em que mergulhamos numa sensação de perda, um sentimento de arrependimento e de remorso que queima, que rasga e despedaça por dentro.
Corre a um sentimento de culpa, de desânimo, um pesar de nostalgia e um enorme de desejo de voltar a ver ou até mesmo estar com essa pessoa, somente para dizer tudo o que não foi dito numa época anterior. Ficamos afogados em imaginação, numa certo “e se...” “talvez...se”... mas aí não haverá nada a fazer, nada trará de volta esse instante, por isso a única forma de evitar esse fim, é expressar antes que seja demasiado tarde, expressa-te, deixa sair toda essa energia, demonstra quem realmente és, sem medos, sem complexos, sem deixares que te apontem o dedo pelo que não és.
Corre a um sentimento de culpa, de desânimo, um pesar de nostalgia e um enorme de desejo de voltar a ver ou até mesmo estar com essa pessoa, somente para dizer tudo o que não foi dito numa época anterior. Ficamos afogados em imaginação, numa certo “e se...” “talvez...se”... mas aí não haverá nada a fazer, nada trará de volta esse instante, por isso a única forma de evitar esse fim, é expressar antes que seja demasiado tarde, expressa-te, deixa sair toda essa energia, demonstra quem realmente és, sem medos, sem complexos, sem deixares que te apontem o dedo pelo que não és.