Já não me incomoda a chuva que possa cair...
Já não me importao com o quão frio que possa estar
Já não me importo com o calor que me possa queimar
Já não me incomoda o silêncio que me acompanha
Já não importo se esta sala está a ruir
Já não me importo se não me consiga levantar
Já não me incomodo se não respirar
Já não me importo se não gritares o meu nome
Já não me incomoda se não me procurares
Já não me importo se não me encontrares
Já não me importo se morro sem ti
Já não me importo de sangrar
Já não me incomodo se apodrecer aqui
Já não me incomoda se não sair daqui
O que me incomoda é quando dizes que me amas, porque fazer-me-ás sentir tudo o que escrevi acima!
Sociedade
Pedra por fora, vidro por dentro, sorridente por fora, quebrado por dentro, quem sou eu?
Uma personalidade, com múltiplos medos, com inúmeras vivências, com uma história de vida como todas as outras, uma vivência como todas as outras, ou quase isso.
Falar de mim não é fácil, mas ao mesmo tempo não é difícil, basicamente tudo isto baseia-se numa cadeia viciante de altos e baixos, onde sou um mero pião na dança da vida, onde vacilo ao som da música, onde os minutos passam a correr, onde tudo corre sem dar um sinal.
Nem sempre fui assim, um ser complexo de medos e dúvidas, o que nos faz mudar? O que nos faz passar a sobreviver ao invés de viver? O que nos faz sentir como se não fôssemos nada?
Toda a nossa personalidade, queiramos ou não, é moldada com ajuda da sociedade, mas será hoje um factor importante no molde do que somos?
Serão os valores actualmente assentes os mais correctos? Não deviam ser mudados? Isto é, até que ponto a evolução da mente humana estará a contribuir para o desenvolvimento das mentalidades e no combate aos preconceitos e tabus?
Ao longo dos anos, temos verificado alterações nas visões das mentalidades em relação a alguns aspectos do meio que em nos inserimos, mas de facto, tanta liberdade e compreensão tem vindo a causar tanta mudança que de tal forma, deparamo-nos com uma sociedade tão falsa e mesquinha, onde o que conta é a aparência, onde o vilão é adorado por todos, onde os grandes apoderam-se dos pequenos, onde os males acontecem e ninguém faz nada, até que ponto vai isto continuar?
O que é feito dos velhos valores onde todos se falavam e davam bem? Onde as pessoas apaixonavam-se com o coração e não com os olhos, onde as pessoas respeitavam-se umas ás outras...
Tudo isto se perdeu, a sociedade mudou, os valores mudaram, encontramo-nos perante uma perfeita decadência, já nada é o que era!
Tudo o que sabia, já nada me vale, nada é o que parece, ninguém é o que demonstra ser, toda a gente vive assim e nada faz, não se manifesta, não demonstra nem contentamento nem descontentamento, ninguém opina, onde estão as boas pessoas? Que é feito da consciência de cada um?
Parecem que todos estão adormecidos, congelados, e sem qualquer tipo de reacção a tudo que se passa, todos apenas se limitam ao ritmo da decadência, nada fazem, não falam, não se mexem, apenas ouvem e ficam parados, mortos, petrificados a assistir ao enterro dos seus semelhantes...
Não compreendo certos valores desta sociedade, coisas que não me cabem na cabeça, coisas que por mais que eu tente, não consigo encontrar uma razão de ser, desde quando é que aparência é chave para a relação? Que piada tem usar uma pessoa, e deitar fora? Que divertimento proporciona gozar com aquela pessoa forte, aquela pessoa mais baixa? Qual o ânimo de odiar uma pessoa só porque 3 ou 4 pessoas o fazem?
Não me cabe tal coisa na cabeça, se calhar serei eu um ser retrógrado, onde as coisas modernas não me assistem, sinto-me revoltado com muitas coisas que assisto e ouço, mas só uma voz não vai acordar uma sociedade inteira, é preciso mais do que isso, é necessário um abanão, dos grandes para que a sociedade acorde do seu sono profundo e veja a realidade, que veja a decadência que esta está a passar...
Tenho um certo receio do rumo que estas coisas possam vir a tomar, o que era fútil virou útil e o útil virou fútil, portanto, chego mesmo a perguntar: QUEM SOU EU?
Uma personalidade, com múltiplos medos, com inúmeras vivências, com uma história de vida como todas as outras, uma vivência como todas as outras, ou quase isso...
Uma personalidade, com múltiplos medos, com inúmeras vivências, com uma história de vida como todas as outras, uma vivência como todas as outras, ou quase isso.
Falar de mim não é fácil, mas ao mesmo tempo não é difícil, basicamente tudo isto baseia-se numa cadeia viciante de altos e baixos, onde sou um mero pião na dança da vida, onde vacilo ao som da música, onde os minutos passam a correr, onde tudo corre sem dar um sinal.
Nem sempre fui assim, um ser complexo de medos e dúvidas, o que nos faz mudar? O que nos faz passar a sobreviver ao invés de viver? O que nos faz sentir como se não fôssemos nada?
Toda a nossa personalidade, queiramos ou não, é moldada com ajuda da sociedade, mas será hoje um factor importante no molde do que somos?
Serão os valores actualmente assentes os mais correctos? Não deviam ser mudados? Isto é, até que ponto a evolução da mente humana estará a contribuir para o desenvolvimento das mentalidades e no combate aos preconceitos e tabus?
Ao longo dos anos, temos verificado alterações nas visões das mentalidades em relação a alguns aspectos do meio que em nos inserimos, mas de facto, tanta liberdade e compreensão tem vindo a causar tanta mudança que de tal forma, deparamo-nos com uma sociedade tão falsa e mesquinha, onde o que conta é a aparência, onde o vilão é adorado por todos, onde os grandes apoderam-se dos pequenos, onde os males acontecem e ninguém faz nada, até que ponto vai isto continuar?
O que é feito dos velhos valores onde todos se falavam e davam bem? Onde as pessoas apaixonavam-se com o coração e não com os olhos, onde as pessoas respeitavam-se umas ás outras...
Tudo isto se perdeu, a sociedade mudou, os valores mudaram, encontramo-nos perante uma perfeita decadência, já nada é o que era!
Tudo o que sabia, já nada me vale, nada é o que parece, ninguém é o que demonstra ser, toda a gente vive assim e nada faz, não se manifesta, não demonstra nem contentamento nem descontentamento, ninguém opina, onde estão as boas pessoas? Que é feito da consciência de cada um?
Parecem que todos estão adormecidos, congelados, e sem qualquer tipo de reacção a tudo que se passa, todos apenas se limitam ao ritmo da decadência, nada fazem, não falam, não se mexem, apenas ouvem e ficam parados, mortos, petrificados a assistir ao enterro dos seus semelhantes...
Não compreendo certos valores desta sociedade, coisas que não me cabem na cabeça, coisas que por mais que eu tente, não consigo encontrar uma razão de ser, desde quando é que aparência é chave para a relação? Que piada tem usar uma pessoa, e deitar fora? Que divertimento proporciona gozar com aquela pessoa forte, aquela pessoa mais baixa? Qual o ânimo de odiar uma pessoa só porque 3 ou 4 pessoas o fazem?
Não me cabe tal coisa na cabeça, se calhar serei eu um ser retrógrado, onde as coisas modernas não me assistem, sinto-me revoltado com muitas coisas que assisto e ouço, mas só uma voz não vai acordar uma sociedade inteira, é preciso mais do que isso, é necessário um abanão, dos grandes para que a sociedade acorde do seu sono profundo e veja a realidade, que veja a decadência que esta está a passar...
Tenho um certo receio do rumo que estas coisas possam vir a tomar, o que era fútil virou útil e o útil virou fútil, portanto, chego mesmo a perguntar: QUEM SOU EU?
Uma personalidade, com múltiplos medos, com inúmeras vivências, com uma história de vida como todas as outras, uma vivência como todas as outras, ou quase isso...
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